Abortos de Repetição

O aborto espontâneo é uma fatalidade que acomete de 20% a 25% das mulheres que engravidam. Considerado uma das maiores frustrações na vida reprodutiva de um casal. Mesmo sendo um fato bastante comum nas gestações iniciais, deve merecer um tratamento médico específico e, um acompanhamento médico-psicológico. Os abortos de repetição representam um forte trauma na vida do casal e devem ser vistos com seriedade. A saudável e alegre expectativa comuns quando se sabe do diagnóstico de uma gravidez poderá se tornar um sentimento de angústia e tristeza nesses casais, fruto do medo de ter mais um aborto.

Entre as principais causas estão:

  1. Anomalias cromossômicas e genéticas
  2. Idade
  3. Alterações anatômicas do útero
  4. Problemas hormonais
  5. Imunológicas
  6. Problemas do homem
  7. Problemas infecciosos
  8. Fatores ambientais
  9. Causas desconhecidas

1. ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS E GENÉTICAS

Cerca de 75% dos abortos apresentam como causa problemas genéticos. Sua investigação envolve a solicitação de exames como o cariótipo do casal, quando possível o exame genético do embrião.

2. IDADE

Após os 35 anos a taxa de aborto aumenta nas mulheres. Após os 40 anos cerca de 33% das gestações dessas pacientes terá o risco de terminar em aborto. É fundamental portanto que todas as mulheres que desejam ser mães planejem realizar numa fase de idade adequada.

3. ALTERAÇÕES ANATÔMICAS DO ÚTERO

As alterações anatômicas do útero respondem por cerca de 10% a 15% dos abortos de repetição. Dentre essas alterações destacam-se: útero septado, aderências, miomas submucosos. Essas alterações podem causar problemas na implantação dos embriões, alterações na vascularização do útero, dificultando a gestação ou a evolução da mesma.

Tratamento:

O tratamento dessas alterações envolve procedimentos cirúrgicos realizados pela histeroscopia.

Incompetência do colo, geralmente associada a abortos a partir da 12ª semana ou partos prematuros, o colo não consegue “sustentar” a gestação. O tratamento é a cerclagem (“amarra-se” o colo do útero com fio cirúrgico).

4. CAUSAS HORMONAIS

A Síndrome dos Ovários Micropolicísticos tem sido associada a abortos de repetição. Mulheres com essa síndrome apresentam alterações hormonais e metabólicas que levam a um maior risco de abortar. Cerca de 30% das mulheres com história de abortos de repetição possuem a síndrome de ovários micropolicísticos.

Tratamento:

O tratamento envolve o uso de medicações para estabilizar o metabolismo da insulina, chamados de sensibilizadores da insulina, como a metformina.
Alterações da secreção do hormônio da tireoide, em particular o hipotireoidismo está associado a um aumento do risco de abortar. A avaliação desses hormônios e a correção dos níveis alterados é etapa fundamental em toda paciente com histórico de abortos de repetição.

5. ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS

5.1 A ação dos anticorpos é a de defender o organismo contra infecções e corpos estranhos. Algumas doenças autoimunes atacam o embrião como se fosse um corpo estranho. A investigação desses casos envolve um exame chamado de cross match.

Tratamento:

O tratamento envolve o uso de “vacinas”, que consiste na aplicação de anticorpos paternos na mãe para melhorar a receptividade materna aos embriões.

5.2 A Síndrome Antifosfolípide é uma doença autoimune diagnostica por exames específicos como os anticorpos anticardiolipina e lúpus anticoagulante. Alterações nessa síndrome podem levar a formação de micro-trombos que afetam o desenvolvimento da placenta levando a abortos de repetição.

Tratamento:

O tratamento dessa síndrome inclui o uso de aspirina e heparina.

6. PROBLEMAS NO HOMEM:

Até há pouco tempo avaliava-se exaustivamente apenas a mulher. Existem atualmente evidências que defeitos no espermatozoide podem levar a abortos de repetição. Exames como o teste de fragmentação do DNA espermático, cariótipo são atualmente solicitados para casais com histórico de abortos de repetição.

Tratamento:

Homens com essas alterações deverão realizar tratamentos de reprodução assistida para a escolha dos melhores espermatozoides.

7. PROBLEMAS INFECCIOSOS:

Algumas infecções como a vaginose bacteriana pode levar a risco de abortos. A avaliação e tratamento portanto é fundamental em toda mulher grávida, principalmente naquelas com histórico de abortos de repetição. Outras infecções como chlamydia, micoplasma são também avaliadas.

8. FATORES AMBIENTAIS:

O fumo, o uso de drogas, excesso ou diminuição de peso podem ter efeitos adversos na evolução de uma gestação

9. CAUSAS DESCONHECIDAS:

Mesmo com a disponibilidade de vários exames, em cerca de 35 a 40% dos casais não se consegue estabelecer a causa dos abortos de repetição.

EXAMES À SOLICITAR:

> Avaliação uterina:

> Investigação imunológica:

> Avaliação hormonal:

> Avaliação do homem:

OS TRATAMENTOS:

Os tratamentos devem ser individualizados de acordo com os diagnósticos dos pacientes como já discutido em cada uma das possíveis causas.
As técnicas de reprodução assistida oferecem uma alternativa para casos em que se diagnostica alterações imunológicas, alterações no DNA espermático, alterações genéticas sejam diagnosticadas e que se deseje evitar riscos para os embriões, com o uso do diagnóstico genético pré-implantacional.

Um suporte emocional adequado é fundamental!

O importante é deixar claro que a Medicina hoje pode oferecer uma esperança. E nós estamos prontos para ajudar na realização do sonho de ter filhos!

Dr. César Pinheiro

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Dr. César Pinheiro - Reprodução Humana e Ginecologia Endócrina
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